02/06/2021
4 tecnologias para a sustentabilidade da soja
A soja é uma planta fundamental que faz parte da cultura do Brasil, composta pela familiaridade entre feijão, lentilha e ervilha, sendo responsável pela alimentação humana e animal. Embora seja de origem chinesa, seu cultivo cresceu gradativamente no país, proporcionando inúmeros benefícios para a economia brasileira.

Por se tratar de uma das principais fontes de proteína vegetal, é importante que agricultores conheçam algumas tecnologias para a sustentabilidade da soja, assim, será possível ter uma cultura mais propícia — especialmente por se tratar de uma matéria-prima que produz biodiesel.

Acompanhe esse post para conhecer 4 delas.


1. Inoculante para capim-braquiária

A Embrapa Soja criou, recentemente, o inoculante Azototal. Com estirpes designadas da bactéria Azospirillum brasilense, ele é considerado o primeiro produto direcionado para impulsionar a produção de massa do capim-braquiária. 

Segundo especialistas, a inoculação com o Azototal obtém um resultado amplo de 15% na produção de biomassa da braquiária e de 25% na composição total de proteína, comparado às parcelas que não recebem o produto.

A Azospirillum brasilense é reputada como “bactéria promotora do crescimento de plantas”. O resultado significativo desse microrganismo é a criação de fitormônios, que são provenientes de incrementos monumentais na biomassa de raízes.


2. Tecnobroto

O Tecnobroto é uma ferramenta produzida pela Embrapa para criar brotos de soja, com o auxílio do mecanismo tecnológico e uso de produtos químicos. Com custo acessível, o equipamento pode ser elaborado por associações de produtores, agricultores familiares e por comunidades. Para realizar a montagem da máquina, a Embrapa disponibiliza o manual completo — que pode ser conferido no site do órgão.

O broto não só proporciona uma boa palatabilidade, como também tem um valor nutritivo elevado. Nesse contexto, utilizar a ferramenta para produzir o broto de soja pode levar cerca de três a sete dias e pode ser aplicado em qualquer época do ano.

Ademais, não é necessário a utilização do solo, nem mesmo de fertilizantes, luz solar natural e de agrotóxicos. De acordo com os agrónomos da Embrapa, a cada quilo de semente, pode-se produzir aproximadamente 2,5 kg de brotos.


3. Land Innovation Fund

Criado com o propósito de expansão na América Latina, o Land Innovation Fund é um fundo internacional gerenciado pela Chemonics com investimento inicial da Cargill. O suporte visa oferecer financiamento, prestar serviço técnico e construção de parcerias que sejam responsáveis pela forma como a soja é produzida.

Além disso, o fundo oferece apoio às inovações que são responsáveis pelo crescimento na produtividade por meio de práticas sustentáveis, abordagens e mecanismos que estimulam os produtores a cuidar e restaurar florestas.

O Land Innovation Fund visa garantir que a soja direcionada para a cadeia de abastecimento seja produzida de forma responsável. Assim, oferece apoio em projetos que consigam ter aumento na produção por meio de práticas sustentáveis; testa mecanismos e práticas para os cuidados da vegetação nativa e consolida redes e recursos para transmitir toda a informação de transformação do setor.


4. AgTech Garage

O AgTech Garage é um dos principais eixos de inovação especializado no agronegócio.  Atuante desde 2017, hoje soma-se mais de 40 grandes empresas parceiras, líderes nos segmentos, e mais de 700 startups conectadas em sua comunidade virtual.

A empresa é pioneira em estimular a prática do aperfeiçoamento livre no agronegócio, suas iniciativas, práticas e ferramentas são ponderadas por impulsionar a competitividade de seus parceiros na elaboração de produtos e serviços avançados para uma cadeia agroalimentar completa por utilizar sistemas digitais e sustentáveis.

Em seu programa “Soja Sustentável do Cerrado”, a instituição tem por objetivo conduzir ciclos com o apoio de duas frentes de ação: selecionar startups para o programa de aperfeiçoamento e de pesquisadores para o projeto Fellowship AgTech Garage.

Dessa forma, são realizados quatro ciclos e as startups classificadas recebem acompanhamento por parte dos apoiadores e parceiros do projeto. Em cada um dos ciclos, é realizada uma análise pelo comitê do projeto e em concordância, as startups podem ser financiadas para a criação de soluções. 


Conclusão

Nesse artigo você pode acompanhar algumas das tecnologias para a sustentabilidade da soja. Como já mencionado, a planta é fonte principal de proteína e muito útil para a economia do país.

Além disso, cada vez mais produtores buscam oferecer qualidade melhor ao seu consumidor, já que é um produto essencial até mesmo para a utilização da indústria farmacêutica.

Por isso, agricultores que investem em meios tecnológicos não só garantem qualidade, mais produtividade para a sua lavoura, gerando um lucro maior e, consequentemente, auxiliando no crescimento econômico. Ademais, elas podem também oferecer maior qualidade de vida para a população consumidora da soja.

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